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segunda-feira, 29 de junho de 2009

O Colibri

Carlos era um garoto estudioso. Seu problema era a falta de paciência. Se ele estivesse fazendo a lição de casa e algo saísse errado, logo se irritava. Jogava longe o caderno, a régua, o lápis e desistia do trabalho. A atitude preocupava seus pais. Os conselhos eram reprisados todos os dias. Sem nenhum efeito. Uma manhã, ao abrir a janela do seu quarto, Carlos viu um beija-flor sobrevoando o jardim. Debruçou-se na janela e ficou observando. O lindo pássaro, de penas verdes e azuis, batia rapidamente as asas, parava diante de uma flor. Depois descia até o chão, pegava um raminho e subia até o galho de um pinheiro. Tornava a descer e subir, sempre carregando um raminho no bico. A cena deixou Carlos extasiado. Chamou o pai, a mãe, o irmão. Todos ficaram longo tempo olhando o trabalho contínuo do beija-flor que logo teve ajuda da sua companheira. O encantamento era geral. Naquela noite, houve uma violenta tempestade. Ventos fortes. Chuva. Pela manhã, o ninho estava no chão. Carlos ficou olhando triste. Tanto trabalho por nada. Logo o sol saiu. Os ramos começaram a secar. A natureza tornou a sorrir maravilhas. O casal de beija-flores se apresentou no jardim e recomeçou a tarefa. Raminho após raminho foi sendo levado. A construção do novo ninho demorou alguns dias. Tinha a forma de uma concha bem funda. A fêmea se acomodou e botou dois ovinhos. Carlos passou a visitar o ninho. Se a fêmea se afastava, ele ia dar uma espiadela. Numa bela tarde, que surpresa! Os filhotinhos haviam nascido. Já estavam com os biquinhos abertos, esperando que a mamãe beija-flor colocasse o alimento. Nessa hora, o pai de Carlos aproveitou para falar: Você já imaginou, meu filho, se no dia daquela tempestade, quando o ninho caiu, os beija-flores tivessem desistido? O exemplo deles é de persistência e paciência. Procure reforçar essas qualidades dentro de você. Se você desistir, na primeira dificuldade, perderá a chance de realizar coisas maravilhosas. Pense nisso.
* * *
Existem muitos animais que dão ao homem excelentes lições. Assim é a abelha com sua disciplina, a aranha com sua perseverança, a pomba com sua mensagem de paz, os pelicanos com seu exemplo de fidelidade. As aves estão presentes na literatura desde épocas remotas. Elas figuram na Bíblia, nas obras de autores clássicos da Grécia e de Roma, em fábulas e histórias famosas.
Redação do Momento Espírita.Em 20.01.2009.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Formação do GAE Divina Luz


Essa foi uma das primeiras formações do Grupo de Arte Espírita Divina Luz. Da esquerda para direita temos: Marcos (in memorian), nosso fundador, Eduardo, Wellington, Hudson, Jocian, Karol e Anderson.
Esta foto foi veiculada no antigo Jornal Espírita de Natal, na edição de fev/mar de 2000.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Segredos de uma lágrima

Há quem acredite que os espíritas, por entrarem em contato com o mundo invisível, tudo sabem e com nada se comovem. Nenhuma das afirmativas é verdadeira. O espírita, como qualquer verdadeiro cristão, é alguém que traz o coração sensibilizado pelas dores do próximo. E chora. Pelas suas e pelas dores alheias. Busca não se desesperar, mas extravasa seus sentimentos pela torrente das lágrimas mais de uma vez. Analisando exatamente esse desaguar de sofrimentos através do pranto, é que um companheiro espírita teve oportunidade de escrever a respeito da lágrima: Eu sou a pequenina gota d'agua que está em toda parte do Universo. Nasci do orvalho da madrugada. Fui encontrada numa pétala de rosa que, sendo beijada pela luz do sol, fez de mim uma lágrima. Encontro-me no doce olhar da criança, nos sonhos da juventude e na saudade do velho. Ando por todos os caminhos do mundo... Estou presente na alegria, na tristeza e no remorso, na dor e na saudade... Estive junto a Jesus e caí dos Seus olhos quando Ele disse: “Perdoa, Senhor! Eles não sabem o que fazem...” Rolei na face de Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade inteira, quando ela viu o seu filho amado abraçando o mundo com os braços da cruz... Estou nos olhos de todas as mães! Quando uma criança nasce, estou presente no seu primeiro vagido, e acompanho-a nos caminhos da vida, do berço ao túmulo... O que mais me comove é o pranto do arrependimento, porque em mim brilha a luz da renovação que salva e edifica! Nos olhos dos felizes ou dos desgraçados estou sempre presente a rolar pelas faces da sombra e da luz. Enquanto houver pranto na Terra estarei sempre junto aos olhos das criaturas. Um dia, espero não seja muito distante, alcançarei a imensidão do mar para me juntar às lágrimas de toda a natureza. Beijarei os rochedos... Em mim se espelhará o céu profundo ante a luz do sol ­ou ante o brilho das estrelas. O meu sonho é ser uma estrela... Possuir o encanto da sua luz. Guiar os peregrinos do mundo e inspirar os poetas. Desejo inspirar o homem e quando ele me vir nas noites mais escuras encontrará um novo alento e dirá, comovido: "Obrigado, Senhor! Agora creio em ti, porque vejo aquela estrela brilhando, brilhando sem cessar, dando testemunho da Tua presença e do Teu amor.” Eu desejo ser a estrela da crença e da fé.

* * *

Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes. Há muita lágrima molhando finos lenços e muitas feridas ocultas em pesados tecidos de brocado ou renda, que nem todos identificam. Cessa de chorar e enxuga outras lágrimas com o lenço da tua compreensão.



Redação do Momento Espírita com base em artigo de João Cabete, publicado no jornal Correio da amizade, nov/1978 e no verbete Lágrimas, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo EspíritoJoanna de Ângelis,psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Em 16.01.2009.

Segredos de uma lágrima

Há quem acredite que os espíritas, por entrarem em contato com o mundo invisível, tudo sabem e com nada se comovem. Nenhuma das afirmativas é verdadeira. O espírita, como qualquer verdadeiro cristão, é alguém que traz o coração sensibilizado pelas dores do próximo. E chora. Pelas suas e pelas dores alheias. Busca não se desesperar, mas extravasa seus sentimentos pela torrente das lágrimas mais de uma vez. Analisando exatamente esse desaguar de sofrimentos através do pranto, é que um companheiro espírita teve oportunidade de escrever a respeito da lágrima: Eu sou a pequenina gota d'agua que está em toda parte do Universo. Nasci do orvalho da madrugada. Fui encontrada numa pétala de rosa que, sendo beijada pela luz do sol, fez de mim uma lágrima. Encontro-me no doce olhar da criança, nos sonhos da juventude e na saudade do velho. Ando por todos os caminhos do mundo... Estou presente na alegria, na tristeza e no remorso, na dor e na saudade... Estive junto a Jesus e caí dos Seus olhos quando Ele disse: “Perdoa, Senhor! Eles não sabem o que fazem...” Rolei na face de Maria, a Mãe Santíssima da Humanidade inteira, quando ela viu o seu filho amado abraçando o mundo com os braços da cruz... Estou nos olhos de todas as mães! Quando uma criança nasce, estou presente no seu primeiro vagido, e acompanho-a nos caminhos da vida, do berço ao túmulo... O que mais me comove é o pranto do arrependimento, porque em mim brilha a luz da renovação que salva e edifica! Nos olhos dos felizes ou dos desgraçados estou sempre presente a rolar pelas faces da sombra e da luz. Enquanto houver pranto na Terra estarei sempre junto aos olhos das criaturas. Um dia, espero não seja muito distante, alcançarei a imensidão do mar para me juntar às lágrimas de toda a natureza. Beijarei os rochedos... Em mim se espelhará o céu profundo ante a luz do sol ­ou ante o brilho das estrelas. O meu sonho é ser uma estrela... Possuir o encanto da sua luz. Guiar os peregrinos do mundo e inspirar os poetas. Desejo inspirar o homem e quando ele me vir nas noites mais escuras encontrará um novo alento e dirá, comovido: "Obrigado, Senhor! Agora creio em ti, porque vejo aquela estrela brilhando, brilhando sem cessar, dando testemunho da Tua presença e do Teu amor.” Eu desejo ser a estrela da crença e da fé.
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Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes. Há muita lágrima molhando finos lenços e muitas feridas ocultas em pesados tecidos de brocado ou renda, que nem todos identificam. Cessa de chorar e enxuga outras lágrimas com o lenço da tua compreensão.

Redação do Momento Espírita com base em artigo de João Cabete, publicado no jornal Correio da amizade, nov/1978 e no verbete Lágrimas, do livro Repositório de sabedoria, v.2, pelo EspíritoJoanna de Ângelis,psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.Em 16.01.2009.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

O início






Oi gente, hoje vinhemos falar um pouco mais sobre o inicio do nosso informativo. Pra quem não sabe ele foi idealizado pelo nosso irmão Wellington Sobrinho. A principio o informativo era impresso e infelizmente teve somente duas edições. Esse informativo era destribuido às crianças da evangelização da Associação Espírita Enviados de Jesus (Lar da vovozinha) localizada no seguinte endereço: Av. Antonio Basílio, 1264 Dix-sept Rosado Natal /RN. Iria sair a 3ª edição mas foi sensurada, pelo fato de tratar do assunto SEXUALIDADE, acharam que estava numa linguagem muito aberta pra crianças entre 8 e 12 anos. Depois desse fato esquecemos um pouco nosso informativo...
Ai no ano passado tivemos a idéia de voltarmos o informativo, só que desta vez no formato digital e na versão de blog.

Pedimos que acessem quando puderem e divulguem entre amigos.

Clique nas imagens acima e veja as duas primeiras edições.

Muita paz a todos!










Dia dos namorados

E eis que chega, outra vez. Hoje haverá muitas flores, perfumes, presentes. Jantares à luz de velas, abraços, expectativas. O que será que ele me reserva, neste dia? Será que ela me surpreenderá de alguma forma especial? Sim, embora esse apressar das coisas que vivemos no mundo, de muitos ficares, de conquistas apressadas e descomprometimentos, o amor continua na moda. E basta se anunciar o Dia dos namorados para que o coração bata diferente. O que será, desta vez? Ano passado, a gente nem estava junto e ele lembrou de me dar um presente. E este ano, como será? O que eu poderia fazer, desta vez, para ser diferente? Já dei flores, já enviei cartão, já comprei perfume. Preciso pensar... A origem do Dia dos namorados remonta ao século III da nossa era. Conta-se que, durante o governo do Imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. Apesar disso, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do Imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta, Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que eles ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que deram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Assíria, filha do carcereiro. Com a permissão do pai ela visitou Valentim na prisão. Os dois acabaram se apaixonando. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: De seu Valentim, expressão que passou a significar De seu amor, De seu apaixonado. Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270 d.C. A partir de então, o dia de São Valentim, 14 de fevereiro, passou a ser tido como o Dia dos namorados. Outra versão afirma que o costume de enviar mensagens amorosas, neste dia, não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se acreditava que o dia 14 de fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves. De toda forma, o mais importante é a manifestação do amor. É ter um dia, para aqueles de nós que andamos esquecidos de como é importante demonstrar que se ama. Um dia para aqueles que adoram demonstrar que amam. Um dia para todos os casais namorados, noivos, casados. Um dia especial para lembrar de como é bom amar. Como é bom ter alguém ao seu lado para dar e receber carinho. E nesse dia, é bom recordar os tempos felizes de um início de namoro, de casamento. E, se houverem rusgas, que sejam desfeitas, com um abraço, um beijo, flores e ternura. Porque, afinal é maravilhoso ter alguém para amar.

* * *

No Brasil, a data do Dia dos namorados é comemorada a 12 de junho, por ser a véspera do dia 13, dia de Santo Antônio. É que Santo Antônio tem tradição de casamenteiro. Provavelmente, por suas pregações a respeito da importância da união familiar que, na época, era combatida pelos cátaros.



Redação do Momento Espírita.Em 12.06.2009.

Dia dos namorados

E eis que chega, outra vez. Hoje haverá muitas flores, perfumes, presentes. Jantares à luz de velas, abraços, expectativas. O que será que ele me reserva, neste dia? Será que ela me surpreenderá de alguma forma especial? Sim, embora esse apressar das coisas que vivemos no mundo, de muitos ficares, de conquistas apressadas e descomprometimentos, o amor continua na moda. E basta se anunciar o Dia dos namorados para que o coração bata diferente. O que será, desta vez? Ano passado, a gente nem estava junto e ele lembrou de me dar um presente. E este ano, como será? O que eu poderia fazer, desta vez, para ser diferente? Já dei flores, já enviei cartão, já comprei perfume. Preciso pensar... A origem do Dia dos namorados remonta ao século III da nossa era. Conta-se que, durante o governo do Imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. Apesar disso, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do Imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta, Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que eles ainda acreditavam no amor. Entre as pessoas que deram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Assíria, filha do carcereiro. Com a permissão do pai ela visitou Valentim na prisão. Os dois acabaram se apaixonando. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: De seu Valentim, expressão que passou a significar De seu amor, De seu apaixonado. Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270 d.C. A partir de então, o dia de São Valentim, 14 de fevereiro, passou a ser tido como o Dia dos namorados. Outra versão afirma que o costume de enviar mensagens amorosas, neste dia, não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se acreditava que o dia 14 de fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves. De toda forma, o mais importante é a manifestação do amor. É ter um dia, para aqueles de nós que andamos esquecidos de como é importante demonstrar que se ama. Um dia para aqueles que adoram demonstrar que amam. Um dia para todos os casais namorados, noivos, casados. Um dia especial para lembrar de como é bom amar. Como é bom ter alguém ao seu lado para dar e receber carinho. E nesse dia, é bom recordar os tempos felizes de um início de namoro, de casamento. E, se houverem rusgas, que sejam desfeitas, com um abraço, um beijo, flores e ternura. Porque, afinal é maravilhoso ter alguém para amar.
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No Brasil, a data do Dia dos namorados é comemorada a 12 de junho, por ser a véspera do dia 13, dia de Santo Antônio. É que Santo Antônio tem tradição de casamenteiro. Provavelmente, por suas pregações a respeito da importância da união familiar que, na época, era combatida pelos cátaros.

Redação do Momento Espírita.Em 12.06.2009.

domingo, 7 de junho de 2009

Morte coletiva


No dia 1º do mês corrente, houve mais um acidente aéreo envolvendo o airbus AF447 da Air France, vindo acontecer um fim trágico, levando ao desencarne de 228 seres, sendo 80 brasileiros.

Como a Doutrina Espírita ver tal situação?

Está tudo ligado à Lei de causa e efeito, ou seja, seria o resgate de uma divida passada, mas isso não quer dizer que todas essas pessoas eram juntas numa encarnação passada, pode ter sido um erro na mesma proporção.

Mas não devemos ver isso como um castigo de Deus, pois todos sabemos que Deus não castiga a nenhuma de suas criaturas.

Acidentes de tal proporção, é causa de erros dos espíritos que estavão encarnados.


Para entender mais sobre morte coletiva acesse o site a seguir:

Peneira

Certa vez, uma mãe muito preocupada com a educação de sua filha a surpreendeu, junto a um grupo de amigas, comentando acerca de uma outra amiga ausente.
O comentário naturalmente era desagradável. A mãe, então, convidou todas as meninas a seguirem com ela para a cozinha. Ali tomou de três peneiras, uma vasilha e uma porção de farinha.
Despejou a farinha na primeira peneira, de furos grandes e facilmente a farinha passou para a segunda peneira que tinha furos um pouco menores.
Agitou um pouco e a farinha caiu na terceira peneira, de malhas mais finas. Chacoalhou outra vez e a farinha finalmente caiu dentro da tigela.
A mãe tomou, então, de uma tampa e com cuidado, cobriu o recipiente para que a farinha não se espalhasse, caso um vento forte se apresentasse.
As meninas acharam aquilo tudo muito estranho e ficaram olhando, sem entender nada.
A senhora sorriu e falou, dirigindo-se especialmente para a filha:
Vamos imaginar que a farinha represente o comentário que você ouviu de alguém a respeito da sua amiga. Antes de passá-lo adiante, vamos passá-lo pelas três peneiras. Você tem certeza de que o que lhe contaram é a pura verdade?
Bem, disse a garota, certeza mesmo eu não tenho, só ouvi alguns comentários.
Se você não tem certeza, falou a mãe, a informação vazou pelos furos grandes da peneira da verdade. Agora vamos passá-la pela segunda peneira, a da caridade.
Pense, minha filha, você gostaria que dissessem de você isto que você falava a respeito da sua amiga?
Claro que não, respondeu prontamente a garota.
Então a sua história acaba de passar pelos furos da segunda peneira. Agora caiu na terceira, que se chama razão. Você acha que é necessário, que é útil passar adiante esta história?
A menina pensou um pouco,coçou a cabeça e respondeu:
Pensando bem, acho que não há nenhuma necessidade.
Pois muito bem, completou a mãe, assim como a farinha passou pelas três peneiras e ficou guardada na vasilha tampada, protegida do vento, o comentário que você ouviu, depois de passar pela peneira da verdade, da caridade e da razão, deve ficar guardado dentro de você.
Assim procedendo, você impedirá que o vento da maledicência espalhe a calúnia e traga maiores sofrimentos para sua amiga.
* * *
Antes de tecermos qualquer comentário desabonador a respeito de quem quer que seja, reflitamos: será mesmo verdade o que nos disseram?
Gostaríamos que dissessem de nós o que pretendemos contar aos outros? Será verdadeiramente útil para alguém passar adiante o que ouvimos?
Se depois de passar pelas três peneiras, concluirmos que pode não ser verdadeira a informação, ou que, em se referindo à nossa pessoa, não gostaríamos de tal comentário, ou, finalmente, se o que sabemos nada trará de construtivo, de útil a outrem, calemos.
O mal não merece comentário em tempo algum. O mal cresce na Terra porque os bons se encarregam de alardeá-lo aos quatro ventos, à conta de escândalo.
A frase: Você já sabe?, repetida tantas vezes por nossa boca, deve começar a morrer dentro de nós, quando se trate de comentar a vida alheia.
Divulguemos o mau proceder somente quando, comprovado verdadeiro, a sua divulgação possa trazer benefício a terceiros, a título de prudência ou cuidados.
Caso contrário, sejamos sempre os promotores da boa palavra, que constrói, edifica, espalha luzes onde se expresse.

Redação do Momento Espírita, com baseno cap. 25 do livro A vida ensinou, deMaria Ida Bachega Bolçone, ed. Eme.Em 14.01.2009.